30.7.11

Do you remember? #160




Paul Simon - Still Crazy After All These Years - 1992

Do you remember? é a rubrica de fim-de-semana do blog A Maçã de Eva, para todos nós a quem a música nos deixou lá atrás no tempo. Envie as suas sugestões para amacadeeva@gmail.com

29.7.11

Passatempo Meia-Tinta





Já foi de férias? Não vá ainda!!!


A Meia-Tinta tem um conjunto lindo de quatro peças para oferecer nestas férias. Não sabe onde colocar os documentos do carro que tem de levar para a praia? As moedas? Os cremes? Está aqui tudo! Um conjunto amarelo, com girassóis, cores e ares de verão, que é o que se quer. Giro, giro!


Para participar é fácil! Tome nota do que precisa fazer:

1º Tornar-se seguidora do Facebook da Meia-Tinta, aqui, ou seja, "gostar" da página. Será confirmado que a vencedora não se esqueceu de "gostar"!

2º Deixar um comentário a este post, indicando o nome e um endereço de e-mail (cada pessoa pode deixar apenas um comentário).

Este passatempo termina no próximo dia 05 de Agosto (à meia-noite) e a vencedora será escolhida de forma aleatória, através do random.org. Ou seja, é apenas uma questão de sorte!

Este passatempo encontra-se limitado a Portugal.

Boa sorte a todas!

No blog A Maçã de Eva, a autorá participará apenas em passatempos apenas e quando acredite, confie e se identifique com as marcas apresentadas.

Consultório #72

“I was born with an enormous need for affection, and a terrible need to give it”, Audrey Hepburn

"Começo com esta citação pois basicamente esse sempre foi o meu “problema”! Tenho 32 anos grande parte deles vividos à conta de namoros falhados, relações sem futuro, casuais etc mas acima de tud passei muito tempo sozinh, sem encontrar ninguém que valesse a pena (pelo menos assim eu achava) ou quem eu achava que valia a pena não queria estar comigo. Sempre me disseram, e eu sempre acreditei que um dia iria encontrar o “Tal" e eis se não quando, surge-me uma pessoa ESPECTACULAR. Já namoramos há 5 meses e até agora pouco ou nada tenho a apontar!


É daqueles que se preocupa, que pergunta como foi o meu dia, que está presente sempre que percebe (nem preciso de insistir) que algo é importante, que não se corta a nada, fazemos imensos programas juntos e acompanhados por amigos dele e por amigos meus, praticamente temos vivido juntos desde essa altura, relação mais que assumida (apesar de ainda não ter conhecido os pais dele) perante amigos, a minha família (com quem ele interage de uma forma super carinhosa e atenciosa) e até no facebook!

Qual é o problema então? Pois, eu e a minha terrível necessidade de atenção, afeição e vontade extrema de demonstrar o meu amor. Ele é uma pessoa que não é muito dado a demonstrações de amor, não gosta de andar de mão dada por exemplo. Para ele basta estarmos juntos, não há necessidade de muito mais! Eu? Bem por mim passava o tempo todo de mão dada, a dar beijinhos etc. Mas ele é assim em casa e fora dela, percebo perfeitamente que é uma questão de feitio, não de falta de amor. Mas percebo em teoria, porque na prática, a minha cabeça é assaltada diariamente por pensamentos negativos (que ele já não gosta de mim, está comigo porque não tem coragem de acabar). Basta um dia ele chegar a casa mais cansado (dito por ele) e ficar sentado no sofá a ver tv e não me dar atenção (aqui refiro-me mesmo a conversar), para eu começar de imediato a imaginar que tem outra, que já se fartou de mim, etc. Insegurança minha? Sem dúvida, é o resultado de muitas relações em que fui traída, que terminaram sem razão aparente.

O meu medo é que esta insegurança destrua uma relação que até agora está a ser maravilhosa. Tenho medo de o sufocar com os meus “queixumes”, tenho medo que ele se farte de mim, tenho medo de o perder! E odeio sentir-me assim, se há coisa que sempre odiei foi pessoas “needys” e agora aqui estou eu. HELP!"

Olá Maria!

Ora então, somos duas! Eu nem conhecia a frase da Audrey Hepburn, mas assenta-me como uma luva. Também eu tenho uma necessidade grande de miminhos e de dar, o Poisoned Apple Man não tanto, mas isso não o parece afectar de forma problemática. Ele sabe que eu sou assim e aceita-me como tal.

Também eu tive muitas relações falhadas, tive um namorado que não gostava de dar a mão. Hoje, olho para trás e acho que ele não gostava de mim. Tinha um carinho, era divertido, mas não gostava de mim. De certeza que agora dá ou deu a mão a mulheres de quem gostava de verdade. Não faço ideia o que é feito dele.

Não acho assim tão normal praticamente viver com o seu namorado e ele nunca a ter apresentado à família, isto se ele tiver uma relação dita normal e saudável com a família. Acho é que a Maria tem questões, e quando se tem muitas questões e um eterno receio de falhar, de medir os passos e as palavras com medo de estragar tudo, diz-me a experiência que quando é assim, ele não é "o tal". É claro que posso estar enganada, mas reprimir-se e deixar de agir com naturalidade, com extrema necessidade de afecto ou não, com medo de estragar tudo, é cansativo e desgastante. Quando podemos ser nós próprias é que é.

Não quero com isto dizer que ele não gosta de si, mas mesmo que a relação tenha presente, é isto que quer para o futuro? Um homem que não lhe dá a mão e ter de dosear o seu afecto para que não se sinta sufocado? Tenho uma amiga que diz que para cada panela existe um testo. E é mesmo assim, para cada pessoa existe outra que faz com que as coisas pareçam acertadas. O seu namorado fá-la sentir que isso é errado, o que aumenta a sua angústia e insegurança. No seu lugar também me sentiria assim. Mais do que o perder, acho que a Maria tem medo de sentir que falhou outra vez, tem medo de ficar novamente solteira, de sentir que "falhou" e que nunca mais "acerta".

Como lhe disse, o Poisoned Apple Man não é como eu (ou nós), mas adapta-se. Ontem estava a fazer uma mala de viagem comigo a protestar "hoje quase não demos beijinhos e amanhã vais embora!". Respondeu: "não vês que estou ocupado? Não pode ser sempre!". E eu sentei-me calada, de braços cruzados e com trombas fingidas. Em 30 segundos veio encher-me de beijos e abraços e voltou para acabar de fazer a mala. Chama-se ceder para o outro, adaptar-se. E isso, quem tem vontade, consegue sempre concretizar, mesmo que não faça parte do feitio.

28.7.11

Agradece-se ajuda

Alguém me pode dizer o que não devo perder por estas paragens na Florida?

1. Miami e arredores
2. Fort Lauderdale, Boca Raton, Palm Beach, Vero Beach
3. Cape Canaveral
4. Orlando
5. Tampa
6. Clearwater, St. Petersburg, Anna Maria, Sarasota, Venice, Boca Grande, Naples.
7. Everglades
8. Keys (por acaso valem a pena?)

Muito obrigada!

27.7.11

Mais um baptizado...

Mais um baptizado (os baptizados este ano não têm fim) em que as pessoas iam chegando a conta-gotas. Eu e o Poisoned Apple Man, dados a uma maior discrição, vamos aguardando de pé, junto à porta, que as pessoas se sentem à frente e assim podermos ficar mais para trás. Ia passeando os meus saltos e observando a arte sacra quando reparei no homem junto à porta, braços cruzados atrás das costas, de cara estranha:

- Que estás a fazer?
- Estou cheio de gases...
- Na casa do Senhor??!
- Por isso é que estou a meter para dentro!

É uma casa de sofrimento, não há dúvidas.

26.7.11

Convites de casamento

Vá, vá, acalmem essas almas! Não é para mim!

O melhor é começar logo por informar que os convites de casamento não são para mim, de modo a evitar enfartes, fogo de artifício e coisas semelhantes. E enquanto secam as lágrimas de pena por não verem imagens da Poisoned Apple vestida de noiva, prestem-me algum auxílio.

Ora pois, o que eu quero é que as minhas leitoras casadoiras me digam quanto pagaram pelos convites dos seus casamentos para ter uma ideia dos preços que se praticam, coisa que não faço a mínima. Zero de sensibilidade. Não são obrigadas a identificar-se se não quiserem, nem a enviar links dos locais onde os mandaram fazer. Preciso apenas de saber quantas unidades e o preço.

Mil obrigadas! Vocês são uma jóias de moças!

25.7.11

Sem dó nem piedade

Antes de ir para Londres fui a casa da minha mãe buscar um guia que para lá andava e que me ia dar jeito na viagem. Arrumei umas coisas e acabei por olhar para a cómoda que está no meu quarto. Pus as mãos nos puxadores da gaveta onde guardava mil coisas, entre elas, registos de amor passados, testemunhas de papel, guardadas também debaixo de um forro de papel. Ali permanecia há anos o somatório de poucas cartas de amor que recebi, muitas mais as que enviei, escritas numa folha de rascunho para depois escrever novamente numa folha impecavelmente limpa, com letra bonita e cuidada. Eram muitos bilhetes trocados, mil cartas enviadas, muitos corações desenhados, muitas fotografias de homens a quem perdi o rasto, que não sei se efectivamente chegaram a transformar-se em boa gente ou se continuam centrados neles próprios, usando e abusando de quem cai na má sorte de os ver como pares.

E à medida que me passavam nas mãos cada vez mais provas do passado, como quem desfaz um baralho de cartas, vi amores antigos, frases intermináveis e sorrisos desmedidos nas fotos a dois. Recuei no tempo. Parei, tirei do ombro a mala que me pesava e eu que me preparava para sair, puxei de um caixote de lixo para perto de mim, assumi uma posição confortável - ia estar ali uns minutos - retirei tudo de cada envelope e li na diagonal o que um dia tinha escrito. Li algumas daquelas linhas intermináveis, algumas desesperadas, os "gosto de ti" repetidos, a exposição do meu íntimo.

O meu primeiro pensamento, ao ler frases avulsas de muitas daquelas cartas foi: "como pude ser tão estúpida?". Suspirei e rasguei. Raguei sem dó nem piedade dezenas de cartas, papéis amarelados pelo tempo, fotografias, dividindo cada par, deixando-me a mim e a outro homem cada um numa metade da fotografia, e atirei tudo para o caixote de lixo ao meus pés. Rasguei sem olhar para trás com saudade, umas atrás das outras, apenas com pena de ter sido tão estúpida. Como fui tão burra um dia? Rasguei as folhas em quatro, oito, mil metades, umas atrás das outras, algumas vezes constrangida, não acreditanto o longe que a esperança me tinha levado, atirando por terra o orgulho, a auto-estima, os valores e os princípios, esforçando-me tanto por agradar que deixava de ser eu mesma e, por isso, incapaz de fazer resultar qualquer relação.

Diz-me um amigo que a rúbrica "Consultório" não deveria dar-me assim tanto trabalho, pois poderia criar uma resposta modelo que serviria para a maioria das mensagens que recebo. Então ela aqui fica: quando um homem age como se não gostasse de nós, é porque não gosta mesmo. Não é porque tem traumas, porque está ocupado, porque tem uma vida difícil. É mesmo porque não gosta de nós. Todas as cartas que rasguei mostravam isso mesmo.

23.7.11

Do you remember? #159




Phill Collins - You Can't Hurry Love - 1990

Do you remember? é a rubrica de fim-de-semana do blog A Maçã de Eva, para todos nós a quem a música nos deixou lá atrás no tempo. Envie as suas sugestões para amacadeeva@gmail.com

22.7.11

Consultório #71

"Sou casada há oito anos e tenho um filho. Posso dizer que sou feliz na minha vida embora a ache um pouco monótona, gostava de sair mais com amigos, dançar e divertir-me. O meu marido é mais pacato e acabamos por ficar muitas vezes por casa. O meu marido é uma pessoa que eu admiro muito: é inteligente, gentil, tem um coração do tamanho do mundo, sentido de humor e na verdade identifico-me muito com ele, mas também é verdade que nunca me fez tremer os joelho, se é que me entende.

Há cerca de dois anos conheci um homem mais jovens que desde o início me provocou um frio na barriga que nunca senti com o meu marido. Ele é o oposto do meu marido: mulherengo, vaidoso, talvez até um pouco superficial, mas invejo o estilo de vida de diversão que ele leva. A química entre nós foi imediata e meio ano depois de nos conhecermos ele disse que gostava de mim. Inicialmente afastei-o, mas isso abalou-me profundamente. Questionei a minha vida e se seria mais feliz com ele.

Um ano mais tarde começámos a falar regularmente e embora não tenha existido nenhum contacto físico o teor das nossas conversas era essencialmente erótico. Disse ao meu marido que julgava estar apaixonada por outra pessoa mas que era com ele que queria ficar e tentamos um recomeço. As coisas pioraram, naturalmente o meu marido ficou ainda mais inseguro, desconfiado e obcecado com as minhas saídas/ausências. Fiquei algum tempo sem falar com o outro homem mas é mais forte do que eu. Há seis meses voltámos a falar e a química volta sempre com mais força.

Acabámos por nos envolver fisicamente e agora estou desesperada com a traição, com os sentimentos. Não quero deixar a minha família mas estou completamente apaixonada.
O outro diz que tem medo que eu me arrependa de deixar a minha família mas acho que ele tem medo que eu me imponha. Tenho medo que para ele isto seja só sexo, será que é possível?"


Olá Maria!

Se não se quer molhar, para quê andar à chuva? A Maria diz que é feliz na vida que tem, embora por vezes a ache um pouco monótona. Gostava de sair mais e divertir-se, mas quem é que tem tudo o que quer? Quando descreve o seu marido, descreve-o como sendo uma pessoa boa, com coração e dedicado à família. Já quando descreve o homem com quem se envolveu, não lhe atribui grandes qualidades: é mulherengo, vaidoso e superficial. Ainda tem dúvidas?

Lamento Maria, isto não é simpático de dizer, mas não sei porque raio há um ano foi dizer ao seu marido que achava estar apaixonada por outra pessoa. Mesmo que dê continuidade a uma relação depois disso, é óbvio que a relação sai beliscada dessa situação, é óbvio que uma pessoa fica angustiada, insegura e entra em paranóia de cada vez que se ausenta. Não existem motivos para confiar a 100%, quem é que o vai fazer? Que faria numa situação dessas? Acha que seria diferente? O que fez foi de um tremendo egoísmo, há sinceridades que não valem a pena ter. Se era para se separar, dizia tudo, se quisesse. Mas para que raio fez isto? Fê-lo para dividir a culpa, para ver se sentia mais aliviada, e isso é egoísmo.

Pelas suas palavras, inveja o estilo de vida desse homem, nunca foram amigos e desde que se conhecem o teor das conversas foi essencialmente erótico. Ou seja, vocês praticamente não se conhecem, até porque não me parece que tenha sido esse o motivo de aproximação. O vosso motivo parece ser carnal e nada mais que isso. A partir daqui parece nascer uma grande confusão. Está desesperada com o sentimento de culpa, mas esperava não se lembrar mais do assunto?

Desculpe Maria, eu compreendo que a atracção surja, mas podia ter evitado. Até quando estava deitada podia ter evitado. O sexo não tem nada de inevitável e da sua relação faz aquilo que entender. A Maria entendeu que podia e foi em frente. No inconsciente, pode até achar que o seu marido estará eternamente disposto a perdoar. Mas não se pode ter tudo e agora tem peso de consciência. É normal e não vai desaparecer.

Cara Maria, lamento, percebo que não aceite e que até fique irritada, percebo que não tenha planeado nada disto, mas a verdade é que está mais preocupada consigo e com as emoções que o futuro lhe poderá proporcionar do que outra coisa qualquer. Sozinha é que não quer ficar, quer manter um ou ficar com o outro. O seu texto é "eu, eu, eu". Acho que mais do que estar apaixonada está a viver emoções novas que podem ser passageiras, acho que tem saudades do tempo passado, de ser solteira e de tudo o que isso trazia.

É óbvio que esse homem pode querer apenas sexo, a própria Maria disse que ele é um mulherengo! Homens que são mulherengos não mudam por mulher nenhuma. Para quê, se podem ter várias? Pior que o seu medo é a incerteza, incerteza que diz que não conhece esse homem nem é seu amigo. E pondera ficar com ele. Ainda tem dúvidas? Eu conheço o meu namorado e quando não sei o que ele pode pensar numa determinada situação, pergunto. E ele tratará de me responder. Mas a Maria não quer fazer perguntas, não quer que ele se sinta pressionado, não quer cometer erros, está sempre com medo de dar um passo em falso. Por quê? Porque não o conhece. Pessoas que se conhecem e se amam não têm esse medo. O que acha que vai ser de uma relação que parte da obrigação de ficarem juntos porque ela abandonou o marido por causa de alguém?

Cara Maria, não acho que os casamentos tenham de durar para sempre, mas o seu problema não parece estar no seu casamento, parece estar em si que deseja reviver as emoções do passado sem castigo. E isso não existe. Não há nada que eu diga que lhe pode dar uma solução, essa só vai encontrar dentro de si.

21.7.11

Ajudem-me com este vestido


Este vestido é da Mango, da colecção de Inverno passada, mas eu devia estar a dormir e não o agarrei. Agora esta problemática consome-me. O vestido existe na ASOS, à piquena fortuna de 42£ - e chamam eles de saldos - mas eu não sei que tamanho escolher. A Mango é muito difícil: tenho um vestido XS, outros M, outros L, e isto dá-me cabo dos nervos.


Alguma piquena que tenha este vestido pode dar-me as medidas do seu corpinho (peito, cintura e anca) e indicação do tamanho que comprou?


Caso alguma leitora tenha o vestido e queira desfazer-se dele, aceito negociar.


Obrigadinha, corações!

20.7.11

Sugestões amigas



Quando estive em Londres avistei este quadro ao longe (semelhante e encarnado mais vivo) e disse para mim mesma que tinha de o ter. Não trouxe um enorme, lindo e mais dispendioso, trouxe um mais pequeno, mais baratinho. É lindo, tem tudo a ver comigo e fica lindo no meu quarto, onde o possa avistar com frequência para acalmar nervos e irritações que eu sei que me vão deixar cheia de rugas. Ou seja, quero com isto dizer que os nervos não valem a pena. Bem sei que os tenho, mas gostava de os controlar com mestria.

Isto para sugerir (sugerir, não estou a ordenar!) que os meus leitores agitados que estão a trocar nervos num determinado post, olhem para o quadro e sorriam.

Keep Calm and Carry On was a poster produced by the British government in 1939 during the beginning of World War II, intended to raise the morale of the British public in the event of invasion. Seeing only limited distribution, it was little known. The poster was rediscovered in 2000 and has been re-issued by a number of private sector companies, and used as the decorative theme for a range of other products. There are only two known surviving examples of the poster outside of government archives.

Não estamos muito melhor? Eu estou a evitar os nervos de o Poisoned Apple Man ainda não ter pendurado este quadro que já é dos meus preferidos. Não faria sentido enervar-me. Alegria, camaradas!

MSN #2

Abordei um amigo no MSN para tirar dúvidas:

Poisoned Apple (PA): Lembras quando fomos à praia?
Amigo (A.): Sim
PA: Reparaste no meu rabo?
A.: ??? Não, mas estiveste sempre de frente.
PA: Não estive nada! Fomos à água!
A.: Não sei, não me lembro, não penso nisso. Quem queres engatar?
PA: Quero saber se a celulite se nota muito. O Poisoned Apple Man não é de fiar. Diz sempre que está tudo bem e já dizia no tempo em que eu rebolava. Perdeu toda a credibilidade. Como a palavra dele não é de fiar, pergunto a outros homens. Ele já sabe que tomei esta medida.
A.: Continuo sem saber responder.

Fico espantada com estas coisas! Que amigo é amigo quando não repara no nosso rabo? Que tristeza...!

19.7.11

Serviço público: soutien encontrado!

Caríssimas leitoras,

em tempos pedi a vossa ajuda para comprar o melhor soutien sem alças do mercado e que fosse um espectáculo de apoio à massa mamária, como pode ler-se aqui.

Na falta de sugestões que me convencessem, comprei um soutien, muito a medo e só depois de experimentar para cima de uma dúzia deles num provador do El Corte Inglés. Mas arrisquei bem, depois de dar saltos dentro do provador, gesticular os braços como ninguém faz nem num concerto metal, depois de me armar em dançarina naquele espaço pequeno, enfim, seria bonito de ver as minhas figuras. Muita ginástica fiz dentro daquele provador. Num destes fins-de-semana, num baptizado e com um vestido que só tinha um ombro, estive sempre bem, não andei a puxar o soutien para cima, nem a deslocá-lo, nem a pensar no assunto. Sou um 34E e estive sempre confortável, com as maminhas no sítio o dia inteiro, o que faz dele sem dúvida num bom soutien. Não tive de o ajeitar uma única vez. Prueba superada!

Ora, isto é motivo para prestar serviço público e aconselhar as leitoras que sofrem com estas coisas. O soutien é da marca Gemma, modelo 15363, custou cerca de 50€, existe em vários tamanhos até à copa F (para mulheres reais, portanto) e existe em dois tons de beige, branco, castanho e preto, o material é de excelente qualidade e existe à venda on line em alguns sites e encontra-se também no El Corte Inglés. Boas compras!


18.7.11

Anormais há muitos

Passeia-se por este blog um ou uma anormal. Daquelas pessoas que não tem nada para fazer, que critica revelando a sua pequenez, acha tudo mal, no entanto não desampara a loja. Deve ser uma atracção pelo abismo, um gosto por ler as minhas coisas desmedido, mas que mais tarde deve penitenciar-se, pois o que para aqui se lê é escândaloso.

De cada vez que eu dou um passo, recebo um comentário que diz qualquer coisa como "Geração quê?". Ou seja, se dei um passo, gastei calorias, e se gastei calórias é porque a minha geração não está à rasca, isto é só fitas, blá, blá.

Apesar de eu ter explicado os meus motivos para ir àquela manifestação (muito mais do que uma vez), essa criatura - burra, mas burra que dói! - parece não compreender. Já expliquei que os meus motivos não se prenderam com a falta de dinheiro, nem mesmo com a falta de emprego, eu, uma desempregada. Prendiam-se com a má gestão deste país e as condições precárias de trabalho de muitos amigos meus. É que eu nem penso apenas em mim, eu olho para os lados. E se puder fazer por uma pessoa que não está bem, faço. Ou seja, mesmo que eu tivesse tudo porreiro na minha vida, eu poderia ter ido apenas pelos meus amigos, com convicção.

E o que mais me choca nem é a estupidez de vir para aqui escrever continuamente "geração quê...?", é a falta de liberdade aos olhos dessa pessoa. Porque eu fui a uma manifestação, anda a chatear-me enquanto tem forças. Só porque sim, porque tem uma vida vazia, pouco que fazer, porque a solidão e/ou a falta de amor o/a leva a isto para chamar à atenção, eu sei lá.

Se eu fui e essa pessoa não concorda, então é porque está mal. Não devia ter ido. Mas eu tinha do meu lado quem não concordava, o Poisoned Apple Man, que não é nenhuma besta (ou não estaria com ele), que não concordava e em momento algum me disse que não devia ir ou que era estupidez. A estas alturas nem se deve lembrar que participei naquela manifestação. E isto acontece porque ele sabe que vivemos em democracia, porque é um direito, porque devemos fazer por aquilo que acreditamos, mesmo que ele não partilhe dessa vontade. Isto é inteligência. O/a Anónimo/a é burro que dói. É daquelas pessoas que deviam ser exterminadas, proibidas da sua existência, não faz uso da argumentação, só bate o pé. Como as crianças ainda por desenvolver a inteligência.

Quanto às minhas viagens, lamento causar-lhe tamanhas dores. Vim de Londres, vou para Miami, a minha vida é uma seca. Tenho botas, comprei ontem dois pares de sabrinas (nos saldos) e um top na Massimo Dutti (colecção nova). Isto foi só ontem. Antes de ir para Londres não está bem a ver a desgraça. O homem pede-me para não comprar mais roupa, pois não há armários que cheguem para isto. Mas lá vou conseguindo.

A minha vida continua, de um lado para o outro, entre roupas, sapatos e cremes, SABENDO e ASSUMINDO que eu não represento uma geração. SABENDO e AGRADECENDO o facto de ser uma sortuda. SABENDO e CONTRIBUINDO com o que tenho para ajudar os outros, como por exemplo pagando à pessoa que me limpa a casa os dias que não o faz, como feriados, porque precisa mais do que eu. Devemos agradecer o que temos contribuindo para a vida dos outros.

A sua vida é um disco riscado: "geração quê...?". Vá, faça lá mais um comentário desses neste post para gastar energias, como as crianças. E vá mordendo os dedos e os braços enquanto lê este blog. É que enquanto puder ele vai estar cheio de coisas boas e eu vou continuar a ajudar quem puder, materialmente ou não, enquanto leio a sua merda de comentários que dizem "Geração quê...?".

Deve comer uma pessoa por dentro ser-se tão pequeno/a. Mas agora pense: não será isso castigo? Quem faz coisas boas atrai coisas boas, ou pelo menos gosto de pensar assim.

16.7.11

Do you remember? #158




Joshua Kadison - Jessie - 1993

Do you remember? é a rubrica de fim-de-semana do blog A Maçã de Eva, para todos nós a quem a música nos deixou lá atrás no tempo. Envie as suas sugestões para amacadeeva@gmail.com

15.7.11

Consultório #70

"Sou leitora assídua do seu blog que adoro. Como considero que é uma pessoa muito sensata venho pedir-lhe conselho para o meu problema doméstico (...) Tenho 38 anos. Sou uma profissional bem sucedida, tenho um curso superior e a minha pequena empresa. Tive namorados e aventuras incontáveis, no entanto fui apaixonar-me loucamente (como nunca me tinha acontecido) por um rapaz de 23 anos que apenas tem o 9º ano de escolaridade. Toda a gente me dizia que era tola pois ele é um miudo e não tem o mesmo nível intelectual que eu, mas deixei-me levar pelo coração e vivemos juntos há dois anos e meio (...) A paixão louca e as juras diarias de amor duraram cerca de um ano, mas como é natural a intensidade do sentimento foi-se desvanecendo. No entanto continuo a amá-lo.

No ano passado falámos seriamente acerca de ter um filho, pois apesar de ele ainda ter muito tempo, eu já estou numa idade crítica para ser mãe. Prometi-lhe que não exigiria nada dele caso nos separássemos e que se não fosse agora perderia a oportunidade de ser mãe. Engravidei no mês seguinte e não me arrependo nem um segundo, pois apesar de nunca ter ambicionado ter filhos, a minha filhota é o maior amor da minha vida. Quando acorda e me vê, o seu sorriso radioso ilumina o meu dia. Estou cheia de saudades dela todo o dia. Ele adora a filha, é muito carinhoso e penso que também não se arrepende da decisão que tomámos.

No entanto há algo que tem estado a minar a nossa relação - o trabalho dele. Quando nos apaixonámos ninguem apoiava o sonho dele de seguir uma carreira numa certa modalidade. E eu apoiei-o. Estabeleci contactos, financiei-lhe, forneci-lhe meios e em pouco tempo conseguiu trabalho. No entanto a paixão pelo trabalho parece maior do que por mim e pela filha. Chega todos os dias muito tarde a casa (não porque o obriguem mas porque quer fazer tudo hoje e não deixa para amanhã) e inclusive aos feriados, em que está de folga, passa lá o tempo todo. Já o indaguei se se sente mal em casa mas responde que não. Sei (simplesmente sei) que não tem outra. Já conversamos maduramente sobre o assunto e por vezes diz-me que sou chata, outras vezes que tenho razão.

Chego a casa todos os dias às 21h, mas porque trabalho para mim (se trabalhasse por conta de outrem a conversa era outra), só cuido da minha filha e nem tempo para comer tenho e com ele não posso contar. Ele que recebe ao mês, e não ao serviço que presta, e como tal tem um horário fixo, sai às 19h. Podia estar em casa meia hora depois, ir adiantando o jantar ou ajudar em inúmeras coisas que precisam todos os dias de ser feitas numa casa.

Uma amiga disse-me que não me posso queixar. Na opinião dela eu "dei-lhe um rebuçado", e agora que o está a "desembrulhar" não posso estar a dizer que "não o pode comer". Acha que sim? O facto de eu lhe ter dito que nunca exigiria nada em relação à filha implica que se descarte da ajuda que me podia dar? Apesar de tudo vive na minha casa e se eu não tivesse empregada doméstica estava bem arranjada! Já lhe disse que assim não vamos a lado nenhum e que estou a chegar ao limite de saturação. Já lhe fechei uma vez a porta de casa quando chegou às 2h, mas será que o posso condenar, sendo que ele está a trabalhar? Seria pior (e insuportável) se estivesse no café a ver futebol, ou fosse sair regularmente com amigos deixando-me em casa ou inúmeras outras coisas que os homens fazem. Mas não é justo que lhe peça ajuda (nem deveria ter de pedir) quando vive em minha casa e tem uma bébé pequena que também é sua responsabilidade? Será que estou a ser demasiado dura uma vez que lhe dei os meios para que se entusiasmasse por esta profissão? Não deveria estar por isso agradecido e ajudar-me a mim que agora preciso dele?"

Olá Maria!

Não são simpáticas as palavras que tenho para lhe dizer. Em primeiro lugar tenho de confessar que não compreendo como uma mulher bem sucedida de 38 anos se apaixona por um rapaz de 23, com o 9º ano e longe de ter o mesmo nível intelectual e cultural. Não estou a dizer que é errado, que parece mal, nada disso. Simplesmente não compreendo. A minha ideia de gostar de alguém é a de encontrar uma pessoa parecida connosco. No caso que descreveu isso está longe de acontecer.

Compreendo a sua vontade em ajudá-lo, no entanto não consigo deixar de pensar que fez o papel que deveriam ter feito os pais deles. Não é que esteja errado ajudar alguém, mas inevitavelmente isso pode trazer consequências. E a primeira delas é mesmo esta: a realização do sonho dele tornou-se uma prioridade, a relação e a filha já não tanto. A relação dele consigo tomou já umas proporções tais que mais parece que ele depende de si e do que lhe pode dar, mais do que gostar de si, do que amar a filha, do que ter a família no coração. Antes de tudo ele parece preocupado com ele próprio e, por muito que goste da filha, não me parece uma pessoa madura para perceber a realidade que o rodeia e a importância de estar perto.

A Maria é uma pessoa claramente inteligente e um dia não vai acreditar que escreveu tal coisa como: O facto de eu lhe ter dito que nunca exigiria nada em relação à filha implica que se descarte da ajuda que me podia dar? Como é que sequer pode ter pensado uma coisa destas? Um filho é um projecto a dois, eu não tenho filhos mas sei o tempo que nos tomam, a paciência que nos consomem e a disponibilidade para o que antes era habitual, muda. Temos menos tempo para nós, para os outros e, pior de tudo, para a relação. Mas se a relação não for cuidada, se o projecto não for comum, se não caminharem para o mesmo objectivo, tudo o resto será uma desgraça.

Um dos meus receios de ter filhos é esse mesmo, o de não sentir que o filho é dos dois, que as tarefas não são divididas, de vir a sentir que as fraldas são comigo, os banhos são comigo, os biberons, os choros a meio da noite, as idas ao médico, as sopas, as papas, as roupas, tudo! A isto acresce-se o trabalho do dia-a-dia, as compras de supermercado, fazer o jantar, o almoço, arrumar a cozinha, deixar pronto isto e aquilo, tratar daquela papelada, conseguir tempo para finalmente arranjar as unhas, ir ao cabeleirero, ir ao ginásio... enfim, numa situação destas eu esgotava, o amor morria em mim e ia preferir estar sozinha porque me daria menos trabalho. A minha opinião é esta e é por estes motivos que começam os desentendimentos em casais que antes de ter filhos nunca tinham problemas. Ter filhos é quase uma provação.

Admito estar a falar do que não sei, mas esta é a minha experiência e observação. Um casal que não partilhe tarefas e mimos, que não ajude um ao outro nos momentos de cansaço, é um casal condenado. Num casal que quer ter filhos o pai não pode dizer que não muda fraldas porque não gosta. Tem de mudar porque certamente a mãe também não gosta e não o deixa de fazer porque tem de ser feito. E aquilo que tem de ser são tarefas que devem ser divididas. Esta coisa de os homens deixarem tudo às costas de uma mulher deixa-me fora de mim. Comigo era uma questão de tempo e lá se ia o amor. Certinho como 2 + 2 = 4.

No caso que descreveu não interessa se ele tem uma amante ou não. Interessa o facto de ele não estar interessado na família, de achar que conta com o seu apoio incondicional (provavelmente também financeiro) e de partir do princípio que "quis ter a filha, aguente-se", o que até pode não pensar nestes termos, mas age nestes termos. Compreendo que chegue tarde a casa uma semana inteira, não compreendo que continue a fazer a vida dele quando lhe trancou a porta, quando já lhe pediu ajuda vezes sem conta, quando está farta de soar alarmes e ele simplesmente não quer saber. Por isso mesmo: não quer saber, não é mais importante.

Cara Maria, lamento mas esse homem esta interessado é na vida dele. Quando me escreve, de certeza que já teve mil e uma cenas por causa das horas e da falta de ajuda. Está desgastada, está cansada, tem a esperança que seja apenas uma fase, procura aguentar-se, pede vezes sem conta que a ajude, que esteja presente e nada disso acontece. Até porque ele parece dar o panorama por garantido, dá a ideia de "não me vai deixar porque temos uma filha, ainda por cima depois de me ter ajudado tanto".

Não faço ideia se a relação se vai manter ou não, acho que depende de si. O que lhe posso dizer é que as pessoas não mudam. A ele faltam-lhe duas coisas de que a Maria precisa muito: maturidade e vontade. A Maria está numa fase mais à frente, é uma mulher madura, com responsabilidades e é mãe. Ele ainda agora começou a viver e acha que foi a Maria que quis ter a filha e até lhe prometeu que não fazia exigências.

Espero sinceramente que as coisas acabem por correr bem e/ou que o desenlace desta situação seja aquele que desejar, mas dá-me a sensação que se estivesse com um homem à altura, com outra maturidade e responsabilidade, a Maria sentir-se-ia aliviada. Mas não se esqueça de ter em conta o que disse incialmente: eu não compreendo como uma mulher como a Maria se interessa ou apaixona por um rapaz como o que descreveu. A minha análise das coisas pode estar influenciada por esse facto, reconheço. No entanto, fui honesta naquilo que lhe disse.

14.7.11

Vende-se









Ora bolas! Cheguei a Londres desejosa de abrir a minha encomenda e eis que se enganaram no modelo das botas. Para não ter de pagar portes para uma troca (que ainda são alguns 25€), venho perguntar se alguma piquena está interessada nestas botas. Desde que experimentei estas botas de pelinho no inverno, agora não quero outra coisa. Já tenho outras cinzentas. Vendo exactamente pelo preço que me custaram, 123€. Quem é querida, quem é?


Cor: chocolat brown
Material: camurça e pelinho macio, sola de borracha
Tamanho: 36 (se bem que também devem caber a um 35, com meias mais grossas)
Preço: 123€


Interessadas devem enviar um e-mail para amacadeeva@gmail.com


Podem vir ter comigo para experimentar (Lisboa) ou posso enviar por CTT a quem morar mais longe.


Nota: antes que me perguntem onde se compra, só conseguem adquiri-las se tiverem uma morada em Londres e alguém que saiba línguas orientais.

9.7.11

Do you remember? #157




F. R. David - Words don't come easy - 1982

Do you remember? é a rubrica de fim-de-semana do blog A Maçã de Eva, para todos nós a quem a música nos deixou lá atrás no tempo. Envie as suas sugestões para amacadeeva@gmail.com

8.7.11

London




Então até já, querubins. Volto na semana que vem e só espero que o weather esteja de feição para visitar família, amigos e poder passear calma, já que não faço ideia o que calçar naquela terra.


Vamos lá ver como é que as minhas malas vão caber com tudo o que tenho para levar aos residentes londrinos. Se porventura ouvirem uma notícia estranha na comunicação social e ligarem o meu nome aos calabouços da PJ, é porque fui apanhada no aeroporto com uma panela de aço inoxidável na mala.


See you next week and fingers crossed at the airport!

Consultório #69

"(...) nunca fui rapariga de grandes atrevimentos. A verdade é que sempre esperei que a iniciativa fosse tomada pelo sexo oposto. Contudo, e apesar de ter apenas 21 anos, começo cada vez mais a aperceber-me que não será tudo tão preto no branco quanto sempre achei. Indo ao assunto, há um rapaz que trabalha numa conhecida loja de roupa com quem troco olhares há um tempo. Já andou a "perseguir-me" na loja e a verdade é que realmente (não só é opinião minha) ele olha imenso. Ele é conhecido de um amigo meu, mas não são amigos o suficiente para que ele esteja presente em convívios em casa desse meu amigo.

Foi-me aconselhado abordá-lo com um papel no qual estaria escrito o meu nome e número de telemóvel. A questão que se prende é: não será insinuar-me demais? Ninguém gosta de passar por destravada e a verdade é que o objecto da minha admiração é bastante atraente e como tal terá uma legião de mulheres por õnde escolher".

Olá Maria!

Ora aí está uma coisa que nunca faria! E não faria, não porque não fique bem, pareça mal, ter medo do que vão pensar, blá, blá, blá. Não faria porque não o conheço, logo, não desenvolveria qualquer interesse. Há uma coisa que não percebi: vai com frequência a essa loja para ver o tal rapaz? Gasta tudo o que tem para poder fazer compras?

Sou-lhe sincera, eu não gostaria desse tipo de abordagem. Mas ainda bem que nem todos gostam de amarelo! No entanto, mesmo que ele esteja interessado, por questões profissionais, provavelmente não pode abordá-la.

O meu melhor conselho, uma vez que deve saber o nome dele através do seu amigo, é que procure fazer um pedido de amizade no facebook. Isso parece-me mais do que suficiente para que perceba que existe um interesse, sem que seja descarado. Mas só funciona se de facto os dois tiverem conta nessa rede social.

Desculpe, não tenho grande resposta para lhe dar nesta situação porque não faz muito o meu género nem tive qualquer experiência semelhante. Talvez as leitoras do blog tenham mais ideias que eu! Danadas!

7.7.11

A minha amiga em Londres #3

A minha amiga em Londres ligou-me para o telemóvel a meio da tarde. Percebi logo que havia novidades! Do outro lado da linha, a pequena dizia coisas sem saber se havia de rir ou chorar, se havia de me matar ou matar-me e rir. E eu perguntava-me que raio poderia ter feito deste lado da Europa, na minha vida pacata e singela, até que percebi:

- A minha irmã ligou-me a perguntar se precisava de vir para Londres para pinar!

Ó diabo! Eu nem sabia que a irmã da minha amiga em Londres lia o blog! A pequena, que mantinha tudo em segredo até as coisas solidificarem, lá teve de confirmar, pois não tinha como escapar. Assim a irmã ficou a saber da problemática usar ou não penso diário quando prestes a ter intimidade com um homem, como pode ler-se aqui. Há que dizê-lo, é uma belíssima forma de conhecer um eventual cunhado!

Seja bem-vinda a este canto, M.!

6.7.11

MSN #1

Lá estava o Poisoned Apple Man do outro lado do mundo, com uma diferença horária de 5 horas - ou coisa parecida - à conversa no MSN. Informei que o cabrão do gato continuava a vomitar, que a pintura encomendada da Austrália tinha chegado, que o não sei quantas tinha ligado, blá, bla, blá:

Poisoned Apple Man (PAM): Vou desligar, vou jantar
Poisoned Apple (PA): OK, até já
PAM: Vou ver se descanso um bocadinho primeiro
PA: Olha, parece que o Miguel Sousa Tavares e Teresa Caeiro vão casar
PAM: E?
PA: Nada. A notícia surpreendeu-me
PAM: Queres casar?
PA: Pedido pelo msn??! Sai daqui!
PAM: Hihihihiihi!

Ele lá vai brincando, eu vou evitando.

5.7.11

Enquanto não me tirarem o pio, não me calo #7

To: info@emel.pt
Assunto: reclamação

Exmos. Senhores,

serve este e-mail para expressar o profundo ódio e desprezo que tenho pela EMEL e ainda para colocar algumas questões.

Eu respeitaria a EMEL, palavra que sim, caso se tratasse de uma economia sustentável, em que o valor dos parquímetros teria como destino o arranjo dos buracos no alcatrão, dos passeios irregulares, dos canteiros, se o dinheiro fosse aplicado em transportes públicos, na sua melhoria e frequência, ou seja, se o dinheiro fosse realmente aplicado para servir a melhoria das condições de vida dos lisboetas. Não consigo respeitar a EMEL quando diz que trata do ordenamento na cidade - é-me indiferente e nem sequer vejo transformações realmente benéficas desde a sua existência - e quando pinta traços no chão (quando pinta!) para marcar uma zona de estacionamento. A impressão que tenho, e gostaria de refutassem com tal argumentação que me levessem a reconsiderar a minha opinião, é que a EMEL enriquece alguém, diz-se mulher de um antigo presidente da Câmara de Lisboa, com concursos duvidosos, ou seja, conflitos de interesses.

Não bastava o meu ódio relativo a uma má situação, agora é pior: decidiram aumentar o valor dos parquímetros para valores incompreensíveis e insuportáveis pelos portugueses. Posso ler a afirmação da EMEL, no DN, de 27 de Agosto de 2010, quando afirma que Lisboa "é a cidade onde é mais barato estacionar na zona vermelha (...) a média europeia é de 2,30 euros". E eu pergunto, qual é a média de salários para esses europeus? Qual a relação parquímetros/vencimentos desses europeus? Como são os transportes públicos na sua qualidade e frequência desses europeus?

No Público de hoje, 4 de Julho de 2011, a EMEL "sustenta que os aumentos no preço do estacionamento se farão sentir fundamentalmente nas zonas com concentração de comércio". E eu explico o que vai acontecer por vossa causa: se na Baixa e Chiado vêem as lojas fechar portas, as montras despidas e sujas por causa da crise, agora, ao valor de 3,20€ por 2 horas, vão arruinar o comércio de rua e encher os centros comerciais, quando alguns nem sequer cobram pelo estacionamento. Por exemplo, a mim já não me apanham por lá de passeio, só em casos que não possa evitar.

Mais, leio ainda no Público de hoje, que "o presidente da Emel garantiu anteriormente que estas alterações terão consequências quase nulas nas receitas da empresa". Mais um motivo para estarem quietos e deixar como estava, que já era mau. Quietos incomodavam menos as pessoas, roubavam menos e provocavam menos ira colectiva.

Sobre o novo tarifário, vou ao vosso site e leio coisas ridículas, como quem insulta os lisboetas na sua inteligência:

1. "Aplicação de um tarifário ajustado às diferentes realidades sócio-económicas da cidade de Lisboa", classes altas e baixas trabalham no centro de Lisboa. Isto é uma anormalidade.

2. "Incentivar a utilização de transportes públicos nas zonas de maior rotação", eu também gostava, se os houvesse de onde vivo e se fossem de facto funcionais!

3. "Coincidir com boas práticas europeias através da aplicação de um tarifário ajustado ao perfil de utilização: mais barato nas zonas de baixa rotação e mais caro e com uma duração menor nas zonas de maior rotação e mais bem servidas de transporte colectivos", e já agora, coincidam com as outras boas práticas europeias de que falava.

4. "Contribuir para uma melhor gestão do espaço público e para um aumento da sustentabilidade da cidade de Lisboa", expliquem-se, que isto parece conversa de Gato Fedorento.

A existência de parquímetros é má, o aumento dos parquímetros é pior, e este bordel legal montado aos olhos de todos, sem qualquer impacto nos transportes públicos é tão escabroso que não tenho adjectivos para classificar. Eu respeitaria a EMEL, se fosse respeitável.

Querem ser europeus como nessas "grandes" cidades? Querem armar-se em modernos e internacionais? Com certeza, mas se isso respeitar um todo, se isso beneficiar os cidadãos e não for apenas roubar. Eu não me importo que os parquímetros cobrem 5€ a cada 5 minutos, se eu tiver transportes para me deslocar (o que não tenho, tenho de me meter no carro para chegar perto deles), se a rede for alargada, se não tiver de esperar uma vida por um autocarro, se o serviço nocturno não funcionar uma ou duas vezes por hora, se o Metro estiver aberto durante a madrugada, se o valor ganho nos parquímetros tirar as empresas de transportes públicos do contínuo buraco financeiro em que se encontram, se eu de facto conseguir fazer a minha vida de transportes públicos, se a EMEL servir de facto para alguma coisa, no lugar de fazer mil agradecimentos e gastar fortunas com publicidade que dizem "obrigada, parvos. Por vossa causa a cidade está mais arrumadinha", quando por vossa causa andam todos mais irritados, mais frustrados e, pior, mais pobres.

Assim, coloco as seguintes questões:

1. A EMEL é uma economia sustentável ou não?
2. Se não é, qual o nome da pessoa que anda a encher os bolsos com isto?
3. Qual o argumento legal para privados ganharem dinheiro com a EMEL quando o espaço é público? (Não vale enviar resmas de PDF sobre o estado de direito e afins para responder a esta questão).
4. Por que motivo o valor ganho nos parquímetros não é aplicado nos transportes públicos, no arranjo de buracos e no aspecto das ruas em geral?
5. Se não é possível, por que não tornar possível, fazer mais e melhor?

Todas as questões que constam deste e-mail não representam ironia, são questões sérias que gostaria de ver respondidas. Cada uma delas tem um ponto de interrogação.

Cumprimentos,

4.7.11

365 x 2

2 anos de namoridos, que queridos!


Vamos ver o que nos reserva o dia. Não preparei coisa nenhuma, não pensei em nada de nada, ele que trate. Se não tratar, o jantar é croquetes com esparguete.

2.7.11

Do you remember? #156




Depeche Mode - Enjoy the silence - 1990

Do you remember? é a rubrica de fim-de-semana do blog A Maçã de Eva, para todos nós a quem a música nos deixou lá atrás no tempo. Envie as suas sugestões para amacadeeva@gmail.com

Ai!, o Consultório

Caríssimas, tenho pelo menos oito mensagens para o Consultório pendentes. Se eu ganhasse 1€ por cada um! Mil desculpas, não é fácil conseguir responder a tudo, mas a seu tempo tratarei de fazer suar os dedinhos no teclado. Eu respondo sempre, mas nunca tão cedo quanto gostaria.

Até lá, votos de melhores dias!

1.7.11

Consultório #68

"Em termos amorosos a minha história repete-se e às vezes pergunto-me se será só comigo, se será apenas infortúnio meu, más escolhas ou se é de mim.

É a segunda relação mais séria que termina. Acredito que os relacionamnetos terminam e acabam até encontrarmos "aquela pessoa". Em ambos os casos, cada um a seu tempo, e com um grande luto entre elas, foram relaçoes duradouras e sólidas em que tudo parecia correr bem, em que me sempre fui bem muito bem tratada e em que vivi sempre tudo aquilo que vemos nos filmes e que desejamos que um dia nos aconteçam.


Se na primeira relação eu achava que era impossivel encontrar alguem com uma sintonia maior e que me fizesse mais feliz, na segunda, e muito a medos, as expectativas foram largamente superadas. O problema é que quando nada o faz prever, sem discussões ou qualquer tipo de problema, a outra parte literalmente desaparece. Deixa de atender chamadas, de responder a mensagens ou e-mails. Como se se evaporasse. Mas apenas para mim, pois a sua vida circundante continua a bom e igual ritmo.

Pergunto-me sempre o porquê, o que terá acontecido. O que falhou ou o que levou aquela pessoa a tal decisão. O que leva a contraparte a desaparecer e a não terminar a relação? A não responder às minhas várias tentativas de contacto? Afinal, se é para terminar, o que custar dizer isso? Para quê e porquê desaparecer assim?! Será que sou eu que só me envolvo com pessoas estranhas ou isto também acontece com outras pessoas? É que não é normal... juro que gostava de perceber!"

Olá S,

(...) Eu conheço a sua situação e sei que é horrível. Conheci-a na pele, os desaparecimentos, o acabar da relação numa chamada de telemóvel, seguido de um desaparecimento, um vaporizar no ar. Também conheço de perto estas histórias com amigas e amigos que as viveram e ninguém encontra explicação para além daquela que é óbvia: quem faz isto não merece consideração, respeito, não passa de um cobarde mal-educado. E no fim de contas, apesar de doer, quem é que quer alguém assim para a vida?

Pelas contas que fiz, na altura que namorou com esses dois rapazes, um tinha 24 e outro 26. Ou seja, não se pode dizer que fossem crianças sem qualquer habilidade para o diálogo. O desaparecer foi uma questão de opção. Mas se vejo isto acontecer com pessoas com quem houve um envolvimento inicial, não me lembro de uma situação que tenha acontecido ao fim de um ano de namoro. O que me leva a concluir, e lamento que a magoe, que estas relações foram sérias para si. Só para si. Não duvide que estes homens continuaram as suas vidas e que o motivo se deveu a outras mulheres. Não duvide que esses homens não prestam. E não duvide que não houve amor da parte deles. Podem ter sentido carinho, podem ter gostado, mas duvido muito que a tenham inserido normalmente no círculo de vida deles. Dava-se com os amigos deles? Digo dar-se, não digo ter visto uma vez ou outra. Conhecia as famílias deles?

Se não, eu tenho muita pena, mas nenhuma dessas relações era vivida com tanta sintonia e perfeição como referiu. E se assim aconteceu, acredite que algo muito maior a espera. O amor não é isso, isso é um engano.

Não S., felizmente ou infelizmente não é a única pessoa a passar por estes desaparecimentos repentinos sem que ninguém os faça prever. Tenho a certeza que quando este texto for publicado, vai ler inúmeros comentários que relatam as mesmas histórias, fazendo com que mais pareça que se tratam sempre das mesmas pessoas. Nos últimos cinco anos, vi estas histórias multiplicarem-se. E continuo sem perceber como é que alguém tem coragem de fazer isto a outra pessoa.

No fundo não tenho resposta para lhe dar. É como disse: se é para terminar, o que custa dizer isso?